A ETERNA BUSCA PELO QUE JÁ SOMOS!

Onde nos perdemos de nós ?

As relações humanas ficaram comprometidas pelo imediatismo, pelo distanciamento da essência, do sentimento, da valoração do Ser. O resultado deste conjunto de fatores desconectados entre si propiciaram o fortalecimento das indústrias do medo, das aparências e da doença. A mente prevaleceu sobre o coração, “habitat” da Vida. Esta pode ser uma das simbologias da “queda” do paraíso, pois assim como Adão comeu a maçã, e se apaixonou pelos assuntos da matéria, a humanidade atribuiu a maestria à mente, linha de frente do ego, acreditando em sua capacidade de criação separada. Mundo das ilusões,  efêmero, passageiro!

De que vale este mundo sem alma, aquela que anima, unifica, vincula? Mundo invertido, percebido sob o ponto de vista das aparências, da forma, do externo, da personalidade, onde todos os investimentos são feitos no impermanente, como se fossem definitivos. Cultura de guerra, onde vigora a competição, o ganha/perde, o eu em detrimento do nós!

Mas, como tudo é aprendizado e, como tudo está certo, talvez precisássemos passar pela aparência da separação, viver esta experiência, perceber o vazio, para então sentir a necessidade de voltar para a Unidade, a busca de “Deus” dentro, em nós enquanto Fonte de Vida, ser o filho pródigo!

Após um século XVIII que culminou na Revolução Francesa, século XIX, que em sua segunda metade trouxe ao mundo filósofos, cientistas, humanistas, artistas, intelectuais que mudaram o mundo, um século XX controverso, palco de duas grandes guerras, da Revolução Russa e outras tantas, o avião, a velocidade da tecnologia, a internet, chegamos ao século XXI, saturados, com questões sociais, econômicas, climáticas graves, vendo e sentindo a falência deste sistema, que por tanta ambição engole a si mesmo. Realidade não sustentável!

A Ciência, a Psicologia, a Medicina, e outros segmentos têm  procurado compreender o funcionamento da mente, do cérebro, como e onde são armazenadas as emoções, as memórias! Como se desenvolvem os sistemas de crenças? O que rege nossas escolhas? O resgate de nossa sombra, aquele lado obscuro, depósito dos aspectos não reconhecidos de nós mesmos e que pedem para ser acolhidos a cada instante de nossos dias! Mas não alcançamos a totalidade! Vamos até onde nossa percepção nos leva. De qualquer maneira, este é um momento santo.

Continua no Artigo 3

A UNIFICAÇAO