A eterna busca pelo que já somos – A Separação

A eterna busca pelo que já somos – A Separação

A ETERNA BUSCA PELO QUE JÁ SOMOS!

A Separação

Entre os tantos fascínios que a Vida nos oferece, talvez o maior deles seja a busca pela compreensão e significado da própria Vida.
Onde buscar? Onde nos perdemos de nós mesmos? Quais os equívocos?
São inúmeras as culturas, as vertentes de pensamentos, as tradições, as linguagens. E tudo é simultaneamente tão grande e tão pequeno em si mesmo!
Sob este olhar seguem três artigos que se complementam e que sugerem uma reflexão seguida de consciência e ação.

Olhando por exemplo, para a Educação que vem sendo aplicada desde o Séc. XVII/XVIII, com o advento da chamada Revolução Industrial, vemos um sistema fragmentado, separatista, sectarista, que reforça as partes e os extremos.
Desde então o ser humano ficou dividido entre espírito e corpo, o planeta repartido entre oriente e ocidente, os hemisférios entre norte e sul, a política entre direita e esquerda, e a visão de mundo entre ciência e espiritualidade. Acreditamos estar separados da natureza como se não fossemos parte dela! “Deus” ficou distante, lá em cima no Céu! O corpo humano apenas corpo, onde órgãos e sistemas não se falam e a alma não existe! E tantas outras polaridades! Com isto perdemos nosso centro, senso de inteireza, integralidade e unidade. As Tradições de Sabedoria foram ocultadas, seus seguidores perseguidos e condenados. Como resultado deste cenário destacou-se o pensamento ocidental, que para sustentar a contraparte enfatizou o racionalismo, o materialismo e a busca pelo “Deus” perdido, fora de nós. Prevaleceu o pensamento cartesiano, linear, finito, reduzindo a Vida e todas as suas infinitas possibilidades ao tridimensional, à forma, à morte e à limitação.
Começou a corrida pelo chamado sucesso, medido pelas conquistas materiais, acúmulos de bens, de informação, e de prestígio. Outra ruptura, pois as escolhas de profissões e carreiras começaram a se dar pela ênfase no ganho econômico/financeiro, em detrimento dos talentos e vocações.
A competitividade e o oportunismo prevaleceram sobre a colaboração e a ética.

Continua no Artigo 2
Onde nos perdemos de nós?

A eterna busca pelo que já somos – Onde nos perdemos de nós?

A eterna busca pelo que já somos – Onde nos perdemos de nós?

A ETERNA BUSCA PELO QUE JÁ SOMOS!

Onde nos perdemos de nós ?

As relações humanas ficaram comprometidas pelo imediatismo, pelo distanciamento da essência, do sentimento, da valoração do Ser. O resultado deste conjunto de fatores desconectados entre si propiciaram o fortalecimento das indústrias do medo, das aparências e da doença. A mente prevaleceu sobre o coração, “habitat” da Vida. Esta pode ser uma das simbologias da “queda” do paraíso, pois assim como Adão comeu a maçã, e se apaixonou pelos assuntos da matéria, a humanidade atribuiu a maestria à mente, linha de frente do ego, acreditando em sua capacidade de criação separada. Mundo das ilusões,  efêmero, passageiro!

De que vale este mundo sem alma, aquela que anima, unifica, vincula? Mundo invertido, percebido sob o ponto de vista das aparências, da forma, do externo, da personalidade, onde todos os investimentos são feitos no impermanente, como se fossem definitivos. Cultura de guerra, onde vigora a competição, o ganha/perde, o eu em detrimento do nós!

Mas, como tudo é aprendizado e, como tudo está certo, talvez precisássemos passar pela aparência da separação, viver esta experiência, perceber o vazio, para então sentir a necessidade de voltar para a Unidade, a busca de “Deus” dentro, em nós enquanto Fonte de Vida, ser o filho pródigo!

Após um século XVIII que culminou na Revolução Francesa, século XIX, que em sua segunda metade trouxe ao mundo filósofos, cientistas, humanistas, artistas, intelectuais que mudaram o mundo, um século XX controverso, palco de duas grandes guerras, da Revolução Russa e outras tantas, o avião, a velocidade da tecnologia, a internet, chegamos ao século XXI, saturados, com questões sociais, econômicas, climáticas graves, vendo e sentindo a falência deste sistema, que por tanta ambição engole a si mesmo. Realidade não sustentável!

A Ciência, a Psicologia, a Medicina, e outros segmentos têm  procurado compreender o funcionamento da mente, do cérebro, como e onde são armazenadas as emoções, as memórias! Como se desenvolvem os sistemas de crenças? O que rege nossas escolhas? O resgate de nossa sombra, aquele lado obscuro, depósito dos aspectos não reconhecidos de nós mesmos e que pedem para ser acolhidos a cada instante de nossos dias! Mas não alcançamos a totalidade! Vamos até onde nossa percepção nos leva. De qualquer maneira, este é um momento santo.

Continua no Artigo 3

A UNIFICAÇAO

A eterna busca pelo que já somos  – A Unificação

A eterna busca pelo que já somos – A Unificação

A ETERNA BUSCA PELO QUE JÁ SOMOS!

 A Unificação

Cá estamos nós procurando juntar as partes, os fragmentos, expandindo a consciência para uma visão multidimensional, quântica, integral do ser humano, do Planeta e quem sabe do Universo! Estamos recuperando a compreensão sistêmica, despertando a visão integrativa! Um dia o Homem ficou em pé, ensimesmado, e agora descobre que é necessário levantar a cabeça, olhar em volta, para o entorno e para o outro, para todos os reinos da natureza e com um pouco mais de sorte, também para as estrelas! Um longo caminho!!!

A esperança é que após experimentar os extremos, estejamos prontos para chegar ao caminho do meio, o caminho do coração, o centro, o Sol, o retorno a essência. Somos candidatos a Filhos de Deus, o Homem unificado, que transcendeu a si mesmo.

Após eras, civilizações, idas e vindas, estamos re-despertando para a busca do Amor! AMOR, o que tudo É, criador e criativo. Caminho do perdão, da compaixão, acolhimento, integração, inclusão, reconhecimento do outro em si e de si no outro. Retomada da ética, valores de colaboração, o bem comum! SOS Humanidade!!! Resgate! Cultura de Paz!

Lembrança de que, assim como somos compostos por células, sistemicamente somos uma célula no corpo planetário, que é uma célula do sistema solar e assim por diante. Tudo está ligado. O visível e o invisível, o micro e o macro. Assim como encima, embaixo, o fora que espelha o dentro. Somos um em essência com o Universo. Estamos buscando o fio da meada para resgatar a nós mesmos, nossos sonhos, aspirações e esperanças. Este fio se chama Fé! A Fé que inspira e move. Pensam que a Fé é abstrata? Não, ela é física, feita de substância, a matéria prima de nossa ponte interna, que possibilita e permite que cheguemos às dimensões mais elevadas de nossa consciência, e a qual atravessaremos para voltar à Casa, nossa verdadeira morada. “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA” , disse o Cristo.

Estamos aqui a serviço de algo maior! Somos Vida manifestada, cujo centro vibra o AMOR, de onde viemos e para onde voltaremos.

Este já não será em si mesmo o maior significado e resposta para a própria razão de Ser e existir?  Este é o momento exato para retomarmos a consciência de co-criadores e agir como tais, assumindo Quem Somos, fazendo novas escolhas em direção à nossa realização enquanto Seres Humanos. Quem em nós escolhe? De que lugar em nós partem nossas motivações e escolhas?  Esta consciência é o maior ATO DE FÉ que nos devolverá o significado da verdadeira Vida.